Fort Dodge lança a Leishmune, primeira vacina do mundo contra a Leishmaniose Visceral Canina

A Fort Dodge Saúde Animal acaba de lançar no Brasil a Leishmune, primeira vacina do mundo contra a Leshmaniose Visceral Canina. A vacina está sendo comercializada, de maneira controlada, a médicos veterinários de áreas endêmicas do país.

A Fort Dodge é líder mundial no desenvolvimento e fabricação de vacinas, sendo a quinta maior fabricante de produtos de saúde animal do mundo. A empresa é a divisão veterinária do grupo farmacêutico de atuação mundial Wyeth, um dos maiores laboratórios do gênero no mundo.

Desenvolvida no Brasil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com a Fort Dodge, a Leishmune oferece entre 92% e 95% de proteção aos cães vacinados, segundo os estudos a campo realizados. Desde junho de 2003 a Fort Dodge detém autorização do Ministério da Agricultura para produzir e comercializar a vacina.

A Leishmune é resultado de 24 anos de pesquisas desenvolvidas pela professora doutora Clarisa Palatnik de Souza e sua equipe do Instituto de Microbiologia da URFJ. A partir de 1999 a Fort Dodge passou a cooperar com a universidade na realização de estudos sobre a vacina e no desenvolvimento das técnicas para sua produção em escala industrial.

Trata-se de uma vacina de subunidade, ou seja, é obtida de uma glicoproteína existente na membrana do protozoário (leishmânia) capaz de estimular a produção de anticorpos. Por isso, a Leishmune é uma vacina altamente purificada, que exige meios de cultura específicos e cuja produção é bastante complexa.

A vacina é de uso exclusivo dos médicos veterinários e deve ser aplicada em cães soronegativos (testes sorológicos negativos para a doença) e assintomáticos a partir dos quatro meses de idade. Devem ser administradas três doses com intervalos de 21 dias entre elas. É recomendada a vacinação anual dos animais.

A leishmaniose é transmitida para o cão pela picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito palha, birigüi ou cangalhinha), infectado com o protozoário. Após a picada, o protozoário atinge a circulação sangüínea do cão e invade suas células, iniciando a replicação. Com a leishmânia em sua corrente sangüínea e pele, o cão se torna fonte de infecção para os mosquitos, que, por sua vez, podem contaminar outros cães, causando a Leishmaniose Visceral Canina, e seres humanos, causando a Leishmaniose Visceral Humana.

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Novembro 2004